Por que

Sou uma flor, uma flor malévola
Bonita a se ver, impossível de se tocar.
Sou destinada a viver só para sempre.
A bruma oculta meu ser enfermo.
Quem sou eu?Você sabe quem sou eu?

Revelar-me-ei apenas se não puder lhe machucar.
Posto que seja impossível, totalmente impossível.
Tu me almejas? Oh… Também o desejo.

Sou um pássaro sem asas, sim sem asas
Bizarro a se ver, impossível de voar.
Sou destinada a viver só para sempre.
As lamúrias caem dos meus olhos abatidos
Tristes por não voar, por não poder te amar.

Esqueça-me. Por favor, esqueça-me. Não pergunte o por que.

Oculto

Não quero me isolar, mas as trevas levam-me para o abismo
Oh, tenho sede… Quero esconder-me cada vez mais da vida
Pensamentos alucinados perseguem meu ser. Ajude-me amor.
Agora é tarde, tenho medo de por fim em tudo. Descansar.
Paz. É isso que preciso e enquanto eu vê-lo não a terei…
Não quero me isolar, mas teus atos inesperados arrastam-me para a escuridão
Quão doentia estou por sua falta? Quem me conhece? – Ninguém.
Não vá amor, não vá. Apenas você me conhece… Não vá.

Pequena Flor

Estou aqui, uma multidão de risos projetam-se a ela
A pequena flor murcha extasiada, efêmera, triste está.
Suas pétalas caem aos poucos e os risos burlescos persistem

[Uma rajada de vento tira a vida que a entristecia…]

Ah… Pequena flor… Os risos roubaram o teu rubor
Apenas a morte tratou-lhe com amor
Livrando-te de toda a dor.

Imaginário

Amo-te, imensidão negra, misteriosa, sombria
Tua face escura traz o mais belo fulgor
Cercada de mistério sonegas a beleza do amor

[Dois corpos entrelaçam-se nas flores do campo]

O olor da grama inunda nossos corpos
O silêncio invade nossos ouvidos…
Não. Ouço sussurros teus, cheios de prazer.

[Meus seios pulsam tortuosamente…]

Deito em teu colo, olho em teus olhos
Beijo teus lábios macios e desajeitados
Amo-te, imensidão escura, misteriosa, sombria
Traz consigo as mais profundas fantasias…

… Fantasias de uma donzela que apenas ansiava
Ser feliz algum dia…

Não Voltarei…

Ouço, sinto tua respiração intensa sobre minha pele gélida…
Não posso me mover amor… Perdoe-me.

[As borboletas azuis voam delicadamente
Sobre as flores roxas e melancólicas de um dia frio…]

Querido, o tempo que passamos junto fora suficiente
Para saber que eu te amo. Permaneça. Não vá.
Por mais que eu o queria não posso tê-lo

[Estou aqui, mas não estou…]

Em minha fantasia imagino teus lábios nos meus…
Tuas lágrimas calham sobre minha face frígida.
Por que continuas aqui?
Não compreendes que não voltarei amor?